Duas semanas após a eclosão da Operação Integração, que acusou o governo Richa de manter relações promíscuas com empreiteiras que administram rodovias pedagiadas no Paraná, a Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná), que fiscaliza o sistema, perdeu seu presidente, Cezar Silvestri, que estava no posto desde março de 2015.

Ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil, Silvestri não indicou razões para o seu pedido de exoneração do cargo. Pode ter antecipado de 7 de abril para agora sua desincompatibilização visando a concorrer a algum cargo eletivo, como pode também ter sido por insatisfação quanto ao papel que exerceu na direção da Agência: desaparelhada de servidores e equipes técnicas, a Agepar pouco pôde fazer desde que foi criada no início do governo Richa para corrigir distorções no sistema de concessões do Paraná.

E a terceira e mais provável razão: o mandato é de três anos e termina neste mês de março. Como deve haver troca de comando no Palácio Iguaçu, aproveita a oportunidade para evitar convite para ser reconduzido.

Cezar Silvestri é pai do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestre Filho, pré-candidato ao governo estadual pelo PPS. Como o filho não integra as opções preferenciais de Beto Richa na escolha de seu sucessor (balança entre Cida Borghetti e Ratinho Jr.), é possível que o agora ex-presidente da Agepar tenha saído para evitar constrangimentos ao filho e a si próprio.