Tragédia de Suzano apressa projeto de segurança nas escolas do Paraná

O governador Ratinho Junior lançou nesta sexta-feira (15) o programa Escola Segura, que reúne uma série de ações e medidas preventivas de segurança para alunos, pais, professores e a comunidade. Ele prevê a presença de policiais militares da reserva nas escolas estaduais.

O programa será implementado inicialmente em 100 escolas em Foz do Iguaçu, cidade de fronteira internacional, em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, e na Região Metropolitana de Curitiba. O projeto-piloto vai durar 150 dias e envolverá até 200 policias militares voluntários, que já não estão na ativa.

Ratinho Junior afirmou que a tragédia da escola de Suzano, em São Paulo, antecipou o lançamento do programa, previsto para o fim de maio. “O Paraná dá uma resposta firme e imediata. Resolvemos com as secretarias de Segurança Pública e da Educação adiantar o cronograma, em especial em escolas mais vulneráveis. Esse pacote de trabalho leva mais segurança às escolas e ao entorno”, explicou o governador.

O Escola Segura começará a operar em abril, após seleção das escolas e dos policiais que irão atuar nas unidades e que passarão por requalificação. A previsão do governo é de um investimento aproximado de R$ 5 milhões com o pagamento de diárias aos soldados, além da aquisição de armas, coletes e demais equipamentos de segurança para os policiais.

A decisão de contar com um policial na unidade deverá ser da direção da escola, em conjunto com a comunidade escolar. A Secretaria da Educação fará a seleção das escolas que aderirem ao projeto. Entre os critérios técnicos de escolha estão localização, índice de criminalidade, número de estudantes matriculados e funcionamento em três turnos.

Mais militares serão convocados a medida em que o projeto for expandido. Além da presença física do policial, haverá o suporte de unidades móveis da PM e integração com o serviço de inteligência da área de segurança.

2019-03-15T13:38:24-03:00 15 março - 2019 - 11:26|Brasil, Paraná, Política|2 Comentários


2 Comentários

  1. Leitora 15 de março de 2019 em 12:23 - Responder

    Que tal comprar chaves e cadeados e manter os portões trancados em todas as mil e sei lá quantas escolas ?
    E o que é um policial aposentado voluntário?
    O moço vai ficar lá sem receber um tostão?
    E um policial aposentado voluntário pode usar uma arma?
    Ele terá licença para portar arma?
    E qual vai ser o critério para atirar?

    Nossa governador, o senhor parece o Bolsonaro né…. armar a população para morrer menos gente

    Manter as escolas fechada à intrusos e manter policiamento ostensivo em toda cidade vá lá…se colocarmos policiais nas escolas, logo eles serão necessários nos postos de saúde, e por aí vai… tem colégio no umbará que foge da sua lista e que no entanto dá medo dos alunos pq eles ameaçam os professores…

    Que caminho tortuoso esse escola segura segue hein…. sou mais a coordenadora: alunos devem portar livros.
    Se o senhor focar na consequência e nao na causa dos problemas, pior sempre será o resultado esperado.

    Que tal politicas publicas com programas bem estruturados de paz, dialogo e respeito?

  2. Xhyko 15 de março de 2019 em 12:24 - Responder

    O governador deveria tomar conhecimento do que aconteceu com o atendimento da PM, que foi solicitada pelos vizinhos, pois o marido estava agredindo a mulher de madrugada em sua casa, após 8 ligações de vizinhos pedindo urgência no atendimento pois sentiram que o pior poderia acontecer, e a PM duzia que ja sabia e que uria atender assim que pudesse. Apos UMA HORA E VINTE MINUTOS, o padrasto do agressor ligou dizendo que ele estava na casa dele todo ensanguentado e provavelmente havia matado a esposa. Daí a PM foi para o.local e encontrou a mulher MORTA com várias facadas.
    Eu não li nada disso na nossa mídia.

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