Quem são as verdadeiras ‘raposas’?

Participação de membros da iniciativa privada no governo, ou reserva de mercado para o funcionalismo público?

Reportagem publicada no Jornal Folha de São Paulo há poucos dias dá conta de que “Time digital de Guedes é comandado por empresários do setor”. Essa notícia foi republicada em outros sites, notadamente ligados ao partido político que liderou o país de 2003 a 2015, incluindo na manchete “Raposas no galinheiro” como prefixo.

As lideranças da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – ASSESPRO NACIONAL apoiam, unanimemente, a nomeação de empresários com notória experiência no setor de Tecnologia da Informação para compor quaisquer cargos estratégicos da área digital, seja no Ministério da Fazenda, ou em outros órgãos de governo.

A escolha de membros da iniciativa privada como parte da equipe de governo é a demonstração da vontade prática do governo em priorizar a inovação tecnológica, a força e o engajamento empresarial como forma de alavancar a economia do nosso País.

A ‘cruzada de bola na área’ pela Folha, ‘cabeceada’ por meios de comunicação reconhecidamente tendenciosos, transformando a notícia em uma acusação que equipara todo empresário com uma ‘raposa no galinheiro’ só pode ser compreendida como manifestação daqueles que desejam reservar as posições estratégicas de governo apenas para o funcionalismo de carreira.

A gestão 2003-2015 implementou essa prática nas posições chaves que influenciam o setor de tecnologia, e os resultados para o país foram, para sermos educados, praticamente inexistentes. Os programas de governo desse período não geraram os resultados de que o país precisa, justamente no setor da economia mais globalizado.

Ainda, é preciso observarmos que a presença de membros do setor privado na gestão do país é uma prática habitual em outras áreas da administração pública. Nossos críticos, inclusive, se valeram dela, por exemplo, na gestão do Banco Central durante o período em que estiveram no comando do país!

A maioria dos empresários contribui para com a sociedade de forma idealista e propositiva. Essa característica é ainda mais forte entre aqueles que se doam para atuar como voluntários nas entidades representativas do setor como a Assespro.

A Assespro defende há muito tempo a implementação de regras de compliance que permitam identificar eventuais casos de corrupção, desonestidade ou falta de ética, em qualquer posição do Poder Executivo, e independentemente de quem esteja no poder. Porém, não permitiremos que o país seja vítima de armações que redundem na estigmatização da contribuição do setor privado na condução do país!

2019-03-14T17:09:50-03:00 14 março - 2019 - 15:00|Brasil, Paraná, Política|0 Comentários


Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Contraponto. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Contraponto se reserva os direitos de não publicar e de eliminar comentários que não respeitem estes critérios.

Deixe uma resposta