Com o salvo-conduto que o ministro Gilmar Mendes lhe concedeu em setembro do ano passado, livrando-o da primeira prisão que sofrera no dia 11 daquele mês, o ex-governador Beto Richa considera-va-se protegido de novos mandados. Desde então, aproveitou o tempo para um longo cruzeiro transatlântico, temporada de descanso nas praias do Paraná e outras viagens curtas.
Cometeu um engano: o Ministério Público Federal e o juiz da 23.ª Vara Criminal Federal de Curitiba estudaram o alcance da decisão de Gilmar e chegaram à conclusão de que ela estava limitada aos fatos apurados pela Operação Rádio Patrulha (do Ministério Público Estadual, via Gaeco) e não abrangia necessariamente a continuidade de investigações em relação a outros casos.
E foi ao prosseguir as investigações da Operação Integração que os procuradores do MPF descobriram que o contador da família Richa, Dirceu Pupo, vinha atuando para obstruir a ação da justiça. Ele pressionava os vendedores dos imóveis comprados por Beto Richa a ocultar que parte das aquisições era paga “por fora”, com dinheiro vivo – uma típica operação de lavagem.
A atuação de Dirceu Pupo eram de conhecimento de Beto Richa, conforme mensagens trocadas entre eles e interceptadas pelos procuradores.
Diante da caracterização da tentativa de obstruir as investigações, o MPF pediu e o juiz concedeu nova ordem de prisão – agora preventiva, sem duração determinada – para garantir “a ordem pública e econômica e para conveniência da instrução criminal.”

Bem observado. O proprio Messias tem uma dessas: uma empresa de xomunicacom (?) Comprou uma casa na barra por um milhão.
Daí reformou e gastou uns 500 mil
E daí vendeu para o messias por 680 mil
Aldo ou outro minion pode explicar essa Eng financeira?
Dois coelhos: Então os polipolít que compraram imóveis e pagaram parte por fora da escritura podem colocar a barba de molho. Esse caso remete ao filho do presidente, que comprou apto, e os valores non batem com a escritura. Então é típica lavagem. Qual é a pena?