Os procuradores da operação Lava Jato usaram o Telegram para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal, ou seja, sem nenhum controle da Justiça. A denúncia foi divulgada neste domingo (dia 18) peloThe Intercept, em parceria com o jornal Folha de S.Paulo.

“O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra. As investigações clandestinas são reveladas agora pelo Intercept em parceria com a Folha de S.Paulo, graças ao arquivo da Vaza Jato. Para obter os dados sigilosos, os procuradores recorreram ao auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf foi levado ao governo de Jair Bolsonaro por Sergio Moro”, explicou o The Intercept.

“A relação entre Leonel e a força-tarefa era tão próxima que eles pediram para o auditor informações sigilosas de contribuintes até mesmo para verificar hipóteses sem indícios mínimos. A Lava Jato, como o Intercept mostrou em parceria com o El País, já se movimentou contra seus inimigos declarados motivada apenas por boatos”, revelou o site de notícias.

A nova denúncia faz parte da série do site The Intercept sobre a Lava Jato.