O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para apurar a suspeita de ações ilícitas em enriquecimento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que, entre 2012 e 2017, aumentou o patrimônio em 335%. No período, Salles alternava a atividade de advogado com cargos no governo paulista. A quebra de sigilo bancário e fiscal dele já foi solicitada duas vezes pela Promotoria, mas o pedido foi negado pela Justiça estadual.

A investigação começou no mês passado, após uma representação da empresa Sppatrim Administração e Participações, que levantou suspeita sobre o notório crescimento das condições financeiras, com base em declarações de bens prestadas por ele à Justiça Eleitoral.

Em 2012, quando se candidatou a vereador pelo PSDB, o atual ministro declarou patrimônio de R$ 1,4 milhão em bens, a maior parte em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. No ano passado, quando concorreu a deputado federal pelo Novo, os números cresceram para R$ 8,8 milhões, sendo dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil.

Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, a assessoria de Salles afirma que o “patrimônio e os rendimentos do ministro foram sempre declarados adequadamente à Receita Federal” e que “a própria representação não traz nada diferente do que nelas constam”.