Resumidamente, o noticiário desta terça-feira (11) sobre os desdobramentos da divulgação pelo site Intercept de diálogos de Sérgio Moro (quando ainda juiz) e procuradores da Operação Lava Jato traz as seguintes penúltimas novidades:

  • O ministro da Justiça foi se explicar com o presidente Jair Bolsonaro. Tiveram uma “conversa amena”, após a qual ambos tomaram uma lancha e foram participar de uma solenidade comemorativa da Marinha. Na cerimônia, Bolsonaro condecorou Moro com a Medalha do Mérito Naval;
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para o dia 19 audiência especial para ouvir explicações de Sérgio Moro, não sem antes anunciar que deposita toda a confiança no ex-juiz;
  • O ministro Gilmar Mendes, em sessão da Segunda Turma do STF, classificou de “escândalosas” as conversas entre Sergio Moro, Dallagnol e procuradores do MPF. “Juiz não pode ser chefe de força-tarefa”, afirmou.
  • O site Intercept insinua que continuará publicando conversas privadas entre integrantes da Operação Lava Jato, já que as partes divulgadas no domingo correspondem a apenas 1% de todo o material obtido por hackers que invadiram o aplicativo de mensagens usado pelos procuradores. Mas só sairá o que “for de interesse público”, explica o jornalista curitibano Rafael Moro Martins, da equipe do Intercept.
  • O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, anuncia que vai atuar no sentido de evitar a criação da CPI da Vaza Jato, articulada por parlamentares do Centrão e da oposição.

Estas notícias são as penúltimas porque, segundo o ministro Luiz Edson Fachin, “junho será um mês longo”, uma referência indireta sobre o que ainda vai acontecer nas próximas semanas como decorrência dos vazamentos. As últimas demorarão a acontecer.