“Vai que cola”, a onda de mini invasões no Litoral

(por Ruth Bolognese) – Um novo golpe começa a acontecer no Litoral do Paraná. Com sofisticação, dinheiro, informação privilegiada e orientação legal.

Trata-se da invasão de terrenos desocupados, de preferência à beira mar, com donos que moram longe ou raramente aparecem. O invasor limpa o terreno, constrói rapidamente uma casa de veraneio – algumas até com piscina – e passa a ocupa-la por , pelo menos, 15 dias por mês.

Quando o dono descobre, procura a justiça para pedir a reintegração de posse e aí começa a demanda judicial. Quanto mais tempo passa, mais benefício sobre o “investimento” o invasor tem.

Obviamente, a obra só começa baseada em informação privilegiada sobre a situação do imóvel e com amparo de advogados. Um dos sinais mais evidentes para se reconhecer uma obra ilegal é verificar a ligação da energia elétrica: se não tem a caixa de energia da Copel, é meio caminho andado porque a estatal exige uma série de requisitos para autorizar a ligação na rede, a começar pelo numero do registro em nome do dono.

A polícia ainda não entrou pra valer nas investigações, mas imobiliárias e gente do Litoral já têm elementos que apontam para uma verdadeira máfia em plena ação. E com a participação de legítimos representantes da classe média de Curitiba e Região Metropolitana e advogados com bom trânsito nas prefeituras de todo o Litoral.

A lentidão da Justiça e todo o aparato legal do país, que vem registrando controvérsias dia sim e dia também, contribuem para essas aberrações, como construção e ocupação de terreno alheio. É tudo na base do vai que cola. E as vezes cola.

2 COMENTÁRIOS

  1. Vigarista tem em todo lugar. E agem com mais ousadia onde a justiça é mais lenta. O risco que correm é lesar um mais enfezado e violento pela frente que faça justiça com as proprias mãos, contando também com a mesma morosidade…

  2. Mas aqui não é a sede da “República de Curitiba, onde se Cumprem as Leis”? Terra do apoio incondicional à jet-wash, ops, lava jato?

    Será então que é pura pose ente negocio da honestidade ser um componente marcante na personalidade e na formação do paranaense ? Ou os invasores e advogados são todos catarinas, gauchos e paulistas?

    E rocha lures, a.k.a. malaquias o Seraglio , meu boi minha vida, são as exceções ? O richa um ponto fora da curva? O greca uma opção pelo macaco simão?

    Quer ver um hipócrita fora dos limites do estado de SP, converse com a classe media paranaense. Se for bom pra ela, o resto é o resto…

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui