Requião precisa desapegar

(por Ruth Bolognese) – Na política, assim como no amor, a grande sabedoria é descobrir a hora certa de desapegar. Quase nunca é fácil e o senador Roberto Requião, com a vocação pessoal para o exercício do mando e do controle, praticada com exclusividade dentro do MDB do Paraná nos últimos 30 anos, vai sofrer um bocado até concluir que não dá mais.

Hoje, como informou este Contraponto, os prefeitos e vereadores do partido no Paraná divulgaram carta aberta contra a decisão do líder maior para que aderissem à campanha de Fernando Haddad, do PT. É a primeira humilhação pública em forma de rebeldia, inimaginável até anteontem. Deve doer fundo em Requião.

O desapego imediato e de primeiro grau é o caminho mais lúcido na pós-derrota eleitoral para o Senador. Na beira dos 80, ao término do seu mandato em Brasília, Requião seria uma espécie de FHC do Paraná, mais nervoso e mais incisivo, mas sempre na honorável posição de conselheiro-mor. Sem poder de mando.

Será que ele consegue? É bom que sim. O outro caminho é o das pequenas humilhações públicas, tão dolorosas quanto devastadoras para uma biografia política repleta de grandes vitórias.

6 COMENTÁRIOS

  1. O paranaense precisa ser urgentemente estudado à luz da ciência. As mesmas pessoas que hoje escracham o Requião com certeza votaram no Richa. Memória curta ou imbecilidade mesmo? Tem vergonha não?

  2. É bob reque saudade do tempo que voce chamava o lula de sapo barbudo e nao desfilava ao lado dos petralhas, que fim o de voces juntos esquecidos na mesma Lagoa quem diria!!!

  3. Logo, logo, RR vai ser o retrato daquele personagem de Gabriel Garcia Marquez, “Ninguém escreve ao coronel”. Ele, RR, irá diária e incansavelmente até o portão da sua casa na Frederico Cantarelli; e, desconsolado, verificará, assim como o coronel de Garcia Marquez, que não há carta, carteiro e ninguém procurando por ele, Requião. Como disse o outro leitor do blog, é melhor logo ele JAIR se acostumando…

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