Quadro Negro já tem novo juiz

O Contraponto foi atrás e descobriu que o novo juiz da ação penal que envolve os reus da Operação Quadro Negro será Diego Paulo Barausse, substituto natural da juíza Danielle Comar que, na quinta-feira (8) se declarou impedida por razões de “foro íntimo” de continuar conduzindo o processo até o julgamento e sentença finais.

Danielle comunicou a decisão ao próprio colega Daniel Barausse em ofício na qual pede que se junte cópia da decisão dela “às demais ações penais em trâmite (Valor-II, MI e Lavagem), sendo que a decisão, por óbvio, espraia efeito nos respectivos incidentes.”

Com a transferência direta do encargo da titular da 9.ª Vara Criminal de Curitiba para o juiz substituto natural, afasta-se a possibilidade de a cúpula do Tribunal de Justiça escolher outro magistrado para prosseguir a ação.

Barausse não entra no caso desconhecendo-o. Ele já atuou na mesma ação durante férias da juíza Danielle Comar. Foi ele que, em 15 de janeiro de 2016, recebeu a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na ocasião, Diego autorizou o andamento da peça e deu prazo de 20 dias para que as 15 pessoas acusadas apresentassem defesa em razão do grande volume de documentos anexados ao inquérito policial (o prazo normal é de 10 dias).

Abaixo, também com exclusividade do Contraponto, o ofício em que a juíza se declara impedida e remete os autos para o substituto.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Dentro da lei a MM juíza acostou o ofício no qual declara sua suspeição.
    Há que respeitarmos a decisão e a vontade da juíza, não cabe desejar saber o porque de tal decisão.
    Todavia , não sei desde quando a MM Juíza estava conduzindo a ação penal denominada “Quadro Negro. Assim fica no ar a seguinte indagação : Por quê somente nessa altura foi se auto declarar suspeita?

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