No fim do ano passado, teve-se a impressão de que a Operação Publicano tinha ido para o ralo, graças à medida do ministro Gilmar Mendes mandando suspender o inquérito que corre na primeira instância em Londrina e também no STJ. Beto Richa estaria livre das suspeitas, “absolvido” por Gilmar, que entendeu que a investigação contra o governador não poderia prosseguir porque, por ter foro privilegiado, imediatamente qualquer menção a ele deveria ter sido imediatamente remetida ao STJ. Portanto, a promotoria e a justiça de primeiro grau teriam agido ilegalmente.
Richa comemorou a decisão de Gilmar, imaginando que o caso estava enterrado.
Talvez tenha se apressado na comemoração: a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse, em parecer de 42 páginas, que não concorda com Gilmar e com sua determinação de suspender o inquérito e que é preciso dar continuidade às investigações que apuram se campanha de reeleição de 2014 foi abastecida com propinas recolhidas por fiscais da Receita Estadual, como sustentou o delator Luiz Antônio de Souza, ex-auditor fiscal em Londrina.
O inquérito cotra Richa foi aberto no STJ no começo de 2016 em razão de provas documentais que indicam o repasse de propinas à campanha. Ademais, argumenta a PGR, os órgãos de primeira instância no Paraná, ao iniciarem o inquérito, não podiam previamente saber se o governador era beneficiário ou não da corrupção na Receita Estadual. E que tão logo seu nome foi citado, os autos foram enviados ao STJ. Portanto, não teria havido a ilegalidade com que a defesa de Richa embasou seu pedido a Gilmar Mendes.

Certeza de que ficará impune. Afinal de contas ele é tucano. E tucanos nunca, jamais, em tempo algum, serão importunados pela justiça.
Beto Richa esta diferente. Está mais bonito. Voltou do Natal mais elegante. Tá até pintando o cabelo. O que será que acontece?