A Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) assinaram acordo que estabelece regras para a venda de 8 das 13 refinarias da estatal. Os termos devem ser usados como base para processo similar no mercado de gás natural. Duas unidades da estatal no Paraná estão no pacote: a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e a Unidade de Industrialização de Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

O acordo estabelece um prazo de dois anos para a venda das refinarias e cria restrições para tentar evitar a formação de monopólios regionais privados no mercado brasileiro de refino.

A proposta de venda de oito refinarias foi anunciada pela estatal em abril, como parte de seu plano de desinvestimentos. As unidades têm capacidade para processar 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, o equivalente à metade da capacidade nacional de refino.

A Petrobras pretende se desfazer de refinarias nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte, mantendo o controle apenas sobre as unidades em São Paulo e no Rio.

A lista de ativos de refino à venda inclui ainda a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), Refinaria Landulfo Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).