No comício de Bolsonaro, não tinha voto para ele. Mas tinha para Alvaro

Do alto da arquibancada do Palácio dos Esportes Djalma Maranhão, em Natal, um grupo de estudantes ainda uniformizados esperava para ver o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) chegar. Sob um esquema de segurança que incluía detectores de metais na entrada, o ginásio fora todo decorado com balões verdes e amarelos e bandeiras do Brasil para receber o deputado em mais um giro pelo Nordeste, segundo relata a versão brasileira do jornal espanhol El País.

Os olhares atentos dos adolescentes eram muito mais por curiosidade do que por veneração. Num grupo de seis jovens mais próximo do lugar da recepção a Bolsonaro, nenhum era eleitor do militar. Alguns sequer tinham a idade mínima, 16 anos, para votar.

Perguntados sobre as intenções de voto, as respostas, sem muita certeza, variaram entre Lula (PT), Flávio Rocha (PRB) e nulo. Renan Antonio de Azevedo, 17, era o único do grupo seguro sobre seu candidato: Alvaro Dias (Podemos). “Porque ele é ficha limpa, ético e tem alta aprovação”.

Já na quadra do ginásio, na beira do palco, o apoio a Bolsonaro era total. Mesmo que sem uma razão clara. “Vou votar nele com certeza”, disse a recepcionista Sandra Cristina, 40, no escanteio. Questionada sobre a razão do voto, não soube dizer. “Não tenho muita informação, mas meu filho está acompanhando tudo”, disse ela. O filho de Cristina, um estudante de 20 anos, é a voz predominante que engrossa o coro de “mito”, ecoado pelos correligionários do deputado.

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