Dallagnol doa a hospital sobra de R$ 730 mil de vaquinha para indenizar Lula

O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) doou na última quarta-feira (15) R$ 730 mil ao Hospital Erastinho, em Curitiba, usando o excedente do valor arrecadado com doações para pagar a indenização por danos morais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela apresentação em 2016 de um PowerPoint durante a Operação Lava Jato. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S Paulo.

De acordo com a Liga Paranaense de Combate ao Câncer, o valor encaminhado ao hospital oncopediátrico será usado em ações como a instalação de filtros HEPA e bombas de vácuo, implantação de espaço exclusivo de fisioterapia pediátrica, criação de ambiente de acolhimento sensorial para pacientes neurodivergentes e capacitação institucional voltada ao atendimento de pacientes com Transtorno do Espectro Autista.

Em setembro de 2016, Deltan Dallagnol, então coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, realizou uma entrevista coletiva de imprensa para apresentar a denúncia oferecida contra Lula no caso do triplex de Guarujá (SP). Na apresentação, ele afirmou que o petista era “o grande general” do esquema da Petrobras e que comandou uma “propinocracia”.

Em março de 2022, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). por 4 votos a 1, condenou Dallagnol ao pagamento de R$ 75 mil ao presidente por danos morais. O ex-procurador afirma ter recebido, desde então, mais de 12 mil doações via Pix, com valores entre R$ 5 e R$ 1.000.

A condenação foi posteriormente mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O valor final, corrigido e com juros, foi de R$ 146 mil. Após o trânsito em julgado e o pagamento da indenização, em dezembro de 2025, Deltan afirma que o excedente das doações, após rendimento numa aplicação financeira por quase quatro anos, foi de R$ 730 mil, somando uma contribuição pessoal de R$ 5.000 feita pelo ex-procurador.

Na foto: O diretor executivo administrativo do Hospital Erastinho, Fernando César Oliveira, o ex-procurador Deltan Dallagnol e o Enio Ponczek e o superintendente financeiro do hospital, Erasto Gaertner – Foto: Hospital Erastinho/Divulgação

 

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