A hora e a vez da Justiça do Paraná

(por Ruth Bolognese) – Na terra da Lava Jato, a Justiça do Paraná tem agora dois caminhos: ou mostra que não tolera a corrupção e pune exemplarmente políticos e poderosos ou deixa tudo como está.

Aos poucos, com o fim do foro privilegiado, os tribunais superiores mandam para cá os processos que corriam em Brasília sobre malfeitos de parlamentares e governantes paranaenses.

O mais famoso deles, a Operação Quadro Negro (desvio de R$20 milhões ou mais de escolas públicas) o ministro Luiz Fux remeteu para o Paraná no exato momento em que o STF deveria homologar, ou não, a proposta de delação do engenheiro Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Educação.

Amigo do ex-governador Beto Richa há décadas, Fanini já revelou todos os detalhes do desvio do dinheiro das escolas públicas em sua proposta de delação, conforme divulgou pela RPC nesta semana, que teve acesso aos documentos. E denunciou o ex-governador como chefe maior de todo o esquema.

A continuidade de todo o processo, com a homologação da delação de Fanini, está agora sob a responsabilidade do Ministério Publico Estadual e da 9.ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.

Logo se saberá pra que lado a banda vai tocar.

2 COMENTÁRIOS

  1. É a chance de o MPPR mostrar seu valor e demonstrar que a instituição é maior do que qualquer orientação pessoal e ideológica.
    O Paraná tem que mostrar que os Poderosos, e aqueles que demonstravam ser, devem reparar o enorme dano que causaram ao Estado. A mentira deve acabar e a verdade mostrar que os erros se corrigem com severa e merecida Justiça!! Para quem quer que seja, inclusive para quem engana o próprio sistema de justiça e seus colegas.

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