O deputado estadual Ricardo Arruda (PL) fez uma retratação pública em vídeo divulgado em suas redes sociais por decisão judicial após ter chamado a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) de “amante”. Arruda também foi condenado a indenizar a parlamentar em R$ 7 mil e a reconhecer a falsidade de uma publicação feita em outubro de 2024”.
No vídeo, o deputado afirmou que cumpria uma determinação da Justiça e reconheceu como falsas suas declarações anteriores: “Em cumprimento à decisão judicial da 18ª Vara Cível de Brasília, eu, Ricardo Arruda Nunes, venho a público apresentar essa retratação. Reconheço como não verdadeira a afirmação por mim divulgada de que o Partido dos Trabalhadores possui qualquer ligação com o crime organizado. Reconheço igualmente como falsa a afirmação de que Gleisi Helena Hoffmann seria ‘a tal da amante’. Fica assim restabelecida a realidade dos fatos em total conformidade com a determinação da Justiça.”
O deputado afirmou em 2024 que Gleisi estaria “esbravejando porque ouviu a verdade” e declarou que “todos os presos de todos os presídios do Brasil comemoraram a vitória” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. Na ação judicial, a defesa de Gleisi argumentou que a publicação de Arruda a reduziu a um “mero objeto sexual” e a desqualificou como mulher ao explorar um boato de cunho sexual. A repercussão da postagem foi significativa, considerando que Arruda tinha cerca de 267 mil seguidores no Instagram à época.
A juíza Tatiana Dias, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DF), entendeu que as declarações proferidas colocaram a deputada numa situação “vexatória e de extremo constrangimento social”. A magistrada também destacou o agravamento da situação devido ao potencial de disseminação das redes sociais.
