Não se iluda: brasileiros continuarão elegendo “os mesmos”

Não se iluda: brasileiros continuarão elegendo "os mesmos"A pouco mais de quatro meses das eleições de 2018, o número de deputados e senadores candidatos à reeleição e as vantagens que os atuais parlamentares levam no pleito reduzem as chances de renovação no Congresso Nacional.

A média histórica de renovação de deputados e senadores nas últimas sete eleições, desde 1990, é de, respectivamente, 49,14% e 50,21%.

Neste ano, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) avalia que um percentual menor de novos deputados e senadores chegará ao Congresso. Na Câmara, a renovação deverá ficar abaixo dos 40%, avalia Antônio Augusto de Queiroz, diretor do DIAP.

Para o DIAP, é grande a chance de fortalecimento das bancadas mais conservadoras, como as ligadas ao agronegócio e a igrejas.  Na avaliação da Associação Contas Abertas, a baixa renovação no Congresso pode representar um obstáculo ao ajuste das contas públicas que o novo governo terá de enfrentar e uma resistência renovada à reforma da Previdência Social e ao corte de benefícios fiscais, por exemplo.

A estimativa de baixa renovação está baseada em grande parte no número de deputados e senadores que se manifestam interessados em disputar a reeleição. A expectativa é que algo entre 79% e 93% dos deputados tentem renovar os mandatos. No Senado, a estimativa é de cerca de 80% de candidatos à reeleição para os dois terços das cadeiras em disputa.

A vontade de disputar a reeleição seria alimentada pela expectativa de foro privilegiado, restrito em maio pelo Supremo Tribunal Federal aos crimes cometidos durante o exercício do mandato e que têm relação com o cargo.

Mas não é só isso. As regras estabelecidas na disputa também favoreceriam os detentores de mandato, como a redução do tempo de propaganda eleitoral de 45 minutos para 35 minutos e no período de 45 dias, e não mais 90 dias. Os candidatos à reeleição, além de contarem com estrutura para o exercício do mandato e emendas parlamentares, também teriam negociado com as legendas prioridades nos recursos públicos e no espaço de propaganda eleitoral.

Em 2018, estarão em disputa 513 vagas na Câmara e 54 das 81 cadeiras do Senado.

4 COMENTÁRIOS

  1. Claro. Daqui prá frente é um tal de juntar conta de luz, de água, receita médica, mensalidade escolar, conta de posto de gasolina, de buteco. É o balcão de negócios do eleitor brasileiro, aquele que quer o futuro do Brasil sem corruptos, essas coisas.

  2. ContraPonto , a pior legislatura que o Brasil já teve, pior e mais nefastra ainda que a de 64, ia fazer uma reforma eleitoral para melhorar o processo?

    Diminuiram os tempos para deixar pior para quem não é conhecido. este motão de candidatos que vão aparecer vão levar agua pro moinho dos de sempre.

    Pergunta óbvia: traiano, a filha barros, pai barros, rossoni, franschini os pastores e os latifundiários da bancado do PR vão perder o mandato? O richa não vai se eleger se sair para deputado federal ao inves de senador?

    Claro que não. Periga elegerem mais tralhas da bancada BBB . E as candidaturas do movimento popular tipo a do PT mais provavel ate diminuir.

    E sabe por que ContraPonto? Fácil. Criminalizaram a politica. Prenderam o maior lider. Que podia fazer o real contra pónto nesta zona que virou o Brasil pós golpe.

    E o bolsonaro que agora parece um espantalho pra direita sem voto vai ser quem vai eleger a maior bancada no PR pois todo o atraso esta sem psdb nem mãe

  3. Digamos que seja mantida a média de renovar metade da bancada, isto seria uma média baixa? Qual setor da sociedade renova a cada quatro anos 50% dos seus atores? Médicos? Jornalistas? Escolas? Postos de gasolina? Só jogador em time de futebol renova mais que 50%

    • Mas não existe nenhum setor que tenha 91% do seu efetivo sendo citados na Lava Jato, por exemplo. Renovação, JÁ! Qdo o povo fizer uma limpa, vcs verão a política começar a melhorar!

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