A Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público do Ministério Público Estadual (MP-PR) afirmou não ter encontrado indícios de improbidade administrativa no procedimento da Sanepar que embasou o último reajuste das tarifas de água e esgoto, mas reiterou a necessidade de aprofundar investigações. O parecer foi assinado pela promotora Aysha Sella Claro de Oliveira no fim de semana passado, em resposta a um pedido feito em abril pelo deputado Tadeu Veneri (PT) sobre possíveis irregularidades na revisão tarifária da companhia.
O reajuste mais recente, um aumento real de 12,63%, entrou em vigor no dia 1º de maio. Desde 2011, a Sanepar realizou nove reajustes, sendo que o aumento acumulado no período foi de 132%, enquanto a inflação registrada foi de 57%. Com isso, uma família que consome 10 m3 de água por mês e pagava R$ 35,09, paga atualmente R$ 70,30.
