Em viagem à Argentina, o presidente Jair Bolsonaro afirmou a empresários locais que só ganhou a eleição no Brasil porque teve “muito voto”, caso contrário o sistema de votação eletrônica do país poderia ser facilmente fraudado – é um sistema “muito fraudável”, afirmou, contrariamente ao que afirma e reafirma o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o classifica como o mais eficiente, rápido e seguro do mundo.
Bolsonaro insinuou que pretende acabar com a votação eletrônica pois, segundo ele, correntes de esquerda da América Latina perceberam que só podem voltar ao governo de seus países pelo voto e já escolheram que a melhor maneira é adotar o mesmo sistema ainda vigente no Brasil.
Enquanto se encontrava com o empresariado argentino e se reunia com o presidente Maurício Macri, Bolsonaro não chegou a ver os protestos que as “Mães da Praça de Maio” faziam do lado de fora contra a sua presença. Pediam “Lula livre” e acusavam o presidente brasileiro de fascista.
No discurso que fez durante o encontro com Macri, Bolsonaro disse esperar – com alguma dificuldade de dicção – que Deus ajude o povo argentino para que não venha a votar em Cristina Kirschner nas eleições presidenciais de outubro deste ano.
