Vereador de Arapongas suspeito de chefiar jogo do bicho

jogo do bichoO núcleo de Londrina do Gaeco, do Ministério Público do Paraná, cumpriu nesta sexta-feira (18) cinco mandados de busca e apreensão em Arapongas, em operação que investiga possível organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar – o conhecido “jogo do bicho”. Foram encontrados R$ 517 mil em dinheiro vivo.

Expedidos pela 1ª Vara Criminal de Arapongas, os mandados foram cumpridos em conjunto com a 22ª Subdivisão Policial, nas residências do presidente da Câmara Municipal – suspeito de ser o chefe do grupo –, num escritório da organização, num bar e na casa de pessoa que faria o transporte do dinheiro.

As investigações, levadas a cabo pela Polícia Civil e pelo MPPR, começaram em março do ano passado, a partir de informações sobre a existência de antiga associação criminosa voltada à exploração do “jogo do bicho” e de máquinas caça-níqueis.

Em 19 de março de 2019, foram apreendidas máquinas caça-níqueis, papéis e máquinas do jogo do bicho com dois proprietários de bares autuados. Na ocasião, houve a indicação de que os materiais pertenciam ao vereador.

Durante as investigações, vários outros bares foram alvos de busca e apreensão e receberam novas autuações, reforçando a existência de organização de jogos de azar na cidade.

As buscas realizadas nesta sexta-feira apreenderam celulares, dinheiro, máquinas de jogo do bicho e documentos, para possível comprovação da prática ilícita de exploração de jogos de azar e do crime de lavagem de dinheiro.

Em Curitiba, o jogo do bicho parece ter sido debelado: há anos não se tem notícia de operações sobre suposições de que a contravenção ainda esteja funcionando na mais extrema clandestinidade.

 

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