Uma causa para Ratinho defender: a produção de leite do Paraná

Maior produtor nacional de leite, atrás apenas de Minas Gerais, o Paraná é um dos estados brasileiros mais ameaçados com a decisão do ministro Paulo Guedes (Economia) de eliminar a sobretaxa que o Brasil impõe às importações de leite em pó e outros lácteos da Nova Zelândia e União Europeia. Com formidáveis excedentes e custos de produção mais baixos, o produto que vem destes mercados chega ao país a preços bem inferiores aos que podem ser praticados por aqui. E, por isso, as importações podem ser uma ameaça aos produtores locais.

A retirada da sobretaxa, decidida na sexta-feira (8) chega numa hora em que o Paraná expande sua produção leiteira devido à constante melhoria genética do rebanho – processo iniciado na década de 1970 no governo de Jayme Canet, que importou do Canadá milhares de novilhas da raça holandesa – e à adoção de tecnologias de ponta. Graças a isto, a produtividade média das bacias leiteiras paranaense é o dobro das bacias de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Na região de Castro, nos Campos Gerais, obtém-se produtividade média de 7.500 litros por vaca, a maior do mundo.

Grandes cooperativas leiteiras, responsáveis pela sobrevivência de milhares de produtores familiares paranaenses, devem entregar esta semana ao governador Ratinho Jr. documento em que expõem a preocupação do setor e pedem o socorro do governo estadual para prevenir os estragos que a eliminação da sobretaxa às importações tende a causar na economia do Paraná.

2019-02-11T09:04:24+00:00 11 fevereiro - 2019 - 06:59|Brasil, Paraná, Política|2 Comentários


2 Comentários

  1. Eduardo Pereira 11 de fevereiro de 2019 em 10:36 - Responder

    Parabéns pela medida e pelo alcance social dela.

    Os primeiros beneficiados são os produtores da Região Sul, partoários da Bíblia e da Bala, que bateram panelas para que o Brasil não mergulhasse no Comunismo Bolivariano..

    Anteriormente , graças ao empenho do Governo recentemente empossado, já haviam sido beneficiados os produtores de Aves que exportavam ( gostaram do tempo do verbo?) para a Ásia e “mundo Árabe” a partir das medidas de incentivo à exportação como a mudança da Embaixada do Brasil para Jerusalém , que era uma demanda histórica do todo o brasileiro e que foi exaustivamente debatida durante a campanha eleitoral.

  2. Ricardo R 11 de fevereiro de 2019 em 11:54 - Responder

    Se os países árabes pararem de comprar aves e suínos, e os produtores de leite tiverem que reduzir a produção, quem vai precisar comprar tanta soja para alimentar os animais? Então ficamos assim: o baque tende a ser geral no setor agropecuário do Brasil, graças à genialidade do Bozo e de seu Posto Ipiranga, o Paulo Guedes. Mas, por favor, pessoal do campo: nada de bater panelas. Sejam coerentes com o apoio que deram a tudo isso que aí está, sempre lembrando que a gestão está apenas no começo.

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