TJ suspende investigação contra presidente da Câmara de Curitiba

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), Tico Kuzma (PSD), informou ao plenário, nesta segunda-feira (3), em pronunciamento no início da sessão, que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a apuração do Ministério Público do Paraná (MPPR) sobre seu mandato parlamentar. “Sempre tive a consciência tranquila, porque sei que os fatos atribuídos a mim não correspondem à realidade”, disse.

“Há cerca de 30 dias, tomei conhecimento da existência de uma investigação iniciada a partir de uma denúncia anônima e falsa apresentada em 2024”, declarou Kuzma. “Desde o primeiro momento, mantive absoluta serenidade, colaborei integralmente com as autoridades e apresentei todos os esclarecimentos solicitados”, completou. A situação veio a público no dia 29 de junho, após uma operação do MPPR.

Durante a manifestação, o presidente da CMC sustentou que a denúncia não foi confirmada pelas diligências realizadas. “Ao longo da investigação, os fatos narrados na denúncia não encontraram confirmação”, afirmou. Na sequência, citou a decisão liminar do TJPR. “Tanto que, no dia 7 de julho, o Tribunal de Justiça do Paraná concedeu uma decisão liminar suspendendo toda a investigação e todos os procedimentos dela decorrentes até a análise final da minha defesa”, informou.

Kuzma disse que optou por não se manifestar antes em razão do segredo de justiça e para preservar a regularidade da apuração. “Hoje, faço este esclarecimento porque considero que a população de Curitiba, meus colegas vereadores e todos que acompanham o trabalho desta Casa têm o direito de conhecer esses fatos”, declarou.

“Seguirei exercendo normalmente minhas responsabilidades como presidente desta Casa Legislativa e como vereador de Curitiba, com equilíbrio, serenidade, confiando nas instituições e com absoluto respeito ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à Câmara Municipal”, disse, acrescentando que “respeitar as instituições não significa abrir mão do direito de defesa diante de acusações que atingem a minha honra e minha história de vida pública”.

Por fim, o presidente da CMC afirmou que não fará outros comentários neste momento, em respeito ao segredo de justiça. “Assim que houver uma decisão definitiva, voltarei a prestar todos os esclarecimentos necessários, sempre com transparência, responsabilidade e compromisso com a verdade que sempre orientam minha trajetória”, declarou. “Sigo com fé em Deus e com plena confiança de que a verdade será definitivamente reconhecida muito em breve pela Justiça”.

 

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