A 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve nesta tarde de quinta-feira (25) as penas de prisão a que foram condenados no ano passado o ex-conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado Heinz Erwig e o secretário da Fazenda e ex-presidente da Copel Ingo Hubert, a serem cumpridas em regime semiaberto. No caso de Heinz, por ter sido reduzida para cinco anos, a pena já prescreveu.
Ambos foram acusados de participar de um procedimento pelo qual créditos tributários devidos à Copel, no valor de quase R$ 40 milhões, foram transferidos irregularmente para a empresa Olvepar, valor que se obrigaram a ressarcir. Desta operação ilícita participou também o notório doleiro Alberto Youssef – arquivo vivo de quase todas os grandes casos de crime de colarinho branco revelados ao país nos últimos anos.
O processo Copel/Olvepar tramitou pela Justiça durante 16 anos até terminar nesta sexta-feira com o julgamento de que participaram os desembargadores José Maurício Pinto de Almeida (relator, que propôs extensão das penas), Rabello Filho e José Carlos Dallacqua. Pela redução das penas votou Rabello Filho, apoiado por Dallacqua.

Francamente nem me interessa se eles ficarão presos, só o que interessa é saber se o dinheiro desviado será ressarcido aos cofres. Porque ser não for, estaremos diante da prova de que a justiça para esse tipo de caso é absolutamente inútil. Se não devolverem o que roubaram estaremos premiando o desviou de dinheiro público!
Então, as coisas acontecem assim, os malandros vão lá e roubam, em geral das estatais ou diretamente da área pública. Daí começa a distribuição do dinheiro. Boa parte do dinheiro roubado vai para advogados, na forma de prestação de serviços, outra parte para autoridades que facilitaram o roubo, seja nomeando ladrões para os cargos ou fazendo vistas grossas para os desmandos administrativos, outra parte ainda, eventualmente, podem ir para autoridades que terão a incumbência de apreciar e conduzir os processos decorrentes do crime. Esta é uma mera conjectura do leitor da notícia , exercitanto o enredo de uma crónica imaginária, sem correlação com a vida real.
Justiça mais boa essa, tem tudo para prender os bandidos e deixa as coisas passarem para dar a eles a liberdade com os bolsos cheios, dezesseis anos todo mundo já tinha esquecido essa maracutaia mesmo, mas agora praticamente absolveram os malandros dando entender que o crime compensa mesmo nesse país, bem é só ver a alegria de Aécio, Serra, Magalhães, FHC., Jayme Lerner, Maluf, Beto Richa todos provas vivas que vale a pena ser malandro nesse país e não vamos esquecer dos Bolsonaros, Moro e o tal de Dallagnol que se aproveitam da situação e ainda são aplaudidos por um bando de acéfalos que acham eles honestíssimos.
O crime compensa!!!
Livres ficaram.
E os 40 milhões, dividem e nao devolvem aos cofres públicos ?