(por Ruth Bolognese) – O que não se admite em política é entrar numa disputa, perdendo ou ganhando, e sair menor. O jovem prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestre Filho, lançado candidato ao governo do Paraná pelo PPS, o partido de Rubens Bueno, empatou. Ou, sai no mesmo patamar de importância política com que entrou.
Poderia ter feito mais diferença, se tivesse mais ousadia. Em termos de idade cronológica,em meio ao grupo de candidatos cinquentões (Cida Borghetti), sessentões (Osmar Dias) e até setentões (Requião) estava mais perto do perfil de Ratinho Jr. Com a vantagem de ter tradição familiar em política, partido bem organizado e a experiência executiva de governar, pela segunda vez, uma das cidades mais importantes do Paraná, Guarapuava, nos Campos Gerais.
Nesse período de mais ou menos um ano não conseguiu construir um discurso que falasse aos paranaenses decepcionados com o governo Beto Richa e cansado dos mesmos. Poderia ter viajado mais, encontrado mais gente, marcado presença no debate político com mais eficiência. Poderia ter “vendido” a ideia de transformar o Paraná inteiro numa grande Guarapuava, terra que aliou o pioneirismo à influência dos imigrantes e hoje é um exemplo da classe média abastada que só o virtuosismo do agronegócio produz.
Enfim, Cesar Silvestre foi mas acabou não indo. Pode ser um nome quase perfeito para ocupar a vaga de vice de Osmar Dias, mas isto importará em que renuncie ao cargo de prefeito até 7 de abril. Uma possibilidade pra lá de improvável.

Teleguiado do Richa.
Do partido do Rubens Bueno é? Isso explica muuuuito.
“Com a vantagem de ter tradição familiar em política”
Por isso esse país está fodido.
As tradicionais famílias no poder…