Saúde da Bolívia entra em colapso e coloca o Paraná em alerta

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Um médico que atua na linha de frente de combate à pandemia do coronavírus covid-19 disse nessa quarta-feira (8) que a entrada em colapso do sistema de saúde pública e privada da Bolívia coloca em alerta vermelho as autoridades sanitárias do Paraná. Segundo o médico, a comparação é pertinente:  a Bolívia e o Paraná têm populações praticamente iguais – o país andino tem 11,3 milhões de habitantes, e o Paraná, 11 milhões.

Guardadas as devidas diferenças na estrutura de saúde e na oferta de testes entre a Bolívia e o Paraná, os dados da doença são mais preocupantes e mostram que se não houver rígido controle a situação inverte-se em pouquíssimo tempo.  O Paraná, lembrou o médico, teve mais 1.386 diagnósticos positivos e 43 mortes pela covid-19, elevando para 35.324 o número de casos confirmados e para 880 o total de mortes. Já Bolívia superou mais de 1,5 mil mortes, 46 mil casos confirmados e suspeitos, entre eles seis parlamentares. Só em um dia, o país registrou 1.036 novos casos. Se não houver controle da doença, os epidemiologistas paranaenses temem uma situação análoga à da Bolívia, alertou o médico.

“É preciso dizer ainda que a estrutura hospitalar do Paraná não é infinita.O Estado tem a capacidade de leitos até certo ponto e há um limite de contratação da equipe multiprofissional especializada e treinada”,  observou o médico.

Avanço – Se não segurar a curva ascendente de casos, o Paraná  não terá leitos, equipes profissionais intensivistas e remédios anestésicos, que já estão faltando em muitas unidades no Brasil.  “As pessoas de repente esqueceram como se começa um foco disseminador da doença, e que em poucos dias colapsa todo o setor de saúde”, afirmou o médico da linha de frente da combate ao vírus.

Para ele, o principal e mais efetivo remédio, por enquanto, é o isolamento domiciliar, higiene pessoal e o distanciamento social. “Não se pode cometer erros e alguns prefeitos parecem mais preocupados com a eleição do que continuar enfrentando a mais séria doença que o mundo enfrenta”, queixou-se o profissional.

Para evitar o avanço do vírus, o Estado inclui as sete cidades do Litoral às limitações impostas pelo decreto estadual 4942/20 que restringe o funcionamento de atividades econômicas consideradas não essenciais e a circulação de pessoas em locais públicos por 14 dias.

Agora são 141 municípios atingidos por medidas restritivas mais severas. Eles pertencem às regionais de saúde de Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Região Metropolitana de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo e Litoral.

 

 

 

 

 

 

 

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