Previdência falida, um escombro deixado por Richa

Soma pelo menos R$ 4,6 bilhões o rombo deixado pelo governo Beto Richa na ParanaPrevidência. E a sobrevida da capacidade da instituição de pagar as aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais foi reduzida de 29 para 20 anos. Os cálculos são do consultor Renato Follador, idealizador do sistema previdenciário estadual no fim dos anos 1990 e estão registrados em reportagem do jornalista Euclides Lucas Garcia na Gazeta do Povo.

Diz a matéria que a perda é resultado da “polêmica reforma no sistema previdenciário estadual aprovada em 29 de abril de 2015, em meio à Batalha do Centro Cívico”. Com o ajuste, a Paranaprevidência passou por uma profunda mudança no início do segundo mandato de Richa. A principal alteração promovida transferiu do Fundo Financeiro para o Previdenciário 33,5 mil servidores com idade acima de 73 anos à época.

“Como esses inativos eram pagos pelo tesouro estadual, o governo deixou de aportar na previdência os valores correspondentes a esses funcionários a partir de então. Mais do que isso: mês a mês passou a sacar em torno de R$ 145 milhões do caixa previdenciário, com data retroativa a janeiro de 2015.”

Na soma, os valores retirados da instituição representam R$ 4,6 bilhões. No fim de 2014, seu patrimônio era de R$ 8,7 bilhões enquanto que atualmente os fundos estão reduzidos a R$ 7,9 bilhões. Se não tivesse havido o confisco e a arrecadação nova fosse remunerada a 6% pelo mercado financeiro, em dezembro de 2017 o saldo patrimonial estaria em R$ 12,5 bilhões, estima Renato Follador

O resultado é que o caixa da Paranaprevidência vem sendo descapitalizado de forma constante e ininterrupta. Do patrimônio de R$ 8,7 bilhões que a previdência estadual tinha ao final de 2014, o montante ao fim de 2017 era de R$ 7,9 bilhões. Além disso, levando-se em conta uma rentabilidade de INPC mais 6% oriunda de aplicações desses recursos no mercado financeiro, a projeção de Follador é de que o saldo em dezembro do ano passado seria de R$ 12,5 bilhões.

“Essa perda de R$ 4,6 bilhões tem como reflexo direto a diminuição no prazo de esgotamento (solvência) do fundo de previdência, inicialmente projetado em 29 anos”, escreve o repórter Euclides Lucas. Pelas estimativas de Follador, a vida útil da Paranaprevidência caiu para 20 anos com a reforma de Richa. “Esse é o custo da aventura de um governador com uma visão estreita, que hipotecou o futuro para garantir sobra de dinheiro no curto prazo usando a poupança dos servidores.”

4 COMENTÁRIOS

  1. Resumindo: o pródigo esbanjou no banquete com a dispensa da semana.
    Mas não foi só na previdência, “o melhor ainda está por vir” (parafraseando o Richa), ele pegou dinheiro do ICMS adiantado (dando desconto para as empresas) e já distribuiu entre as prefeituras.

    O governo na Cida, se não tiver auto sabotagem, vai ser tipo a Disneylândia (uma terra de fantasias) e janeiro vai ser que nem a volta quando se bota os pés em Guarulhos, um salve-se quem puder…

  2. Onde estariam as ditas autoridades de controle público (parlamentares, Ministério Público, tribunal de contas) de sorte a permitirem tamanha improbidade com a gestão do patrimônio dos servidores públicos, aposentados e pensionistas? Por certo, venderam suas prerrogativas pelo “auxílio-moradia”, os novos trinta dinheiros da república. Asco.

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