PF investiga BRB por possível gestão fraudulenta

A Polícia Federal (PF) determinou a instauração de um inquérito para apurar possível crime de gestão fraudulenta por parte do Banco Regional de Brasília (BRB) por conta das negociações de fundos e carteiras fraudulentas do Banco Master.

A investigação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, tramita sob sigilo. O inquérito foi instaurado na sexta-feira última.

Até o momento, não há pedido de interrogatório. A análise dos investigados reside basicamente em balancetes e informações que sustentaram a tentativa de aquisição do Master pelo Banco de Brasília. A negociação avançou internamente, mas foi barrada por determinação do Banco Central.

Em novembro, durante a primeira fase da operação Compliance Zero, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado por um período de 60 dias. Depois, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decidiu exonerá-lo.

Segundo as investigações da PF, títulos falsos do Banco Master foram vendidos e, após a transação, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.

A investigação da PF e do Ministério Público detectou indícios de que a instituição de Daniel Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e disponibilizou documentos falsos ao BC.

Além dos R$ 12,2 bilhões em carteiras supostamente fraudulentas, que foram substituídas, mas ainda estão em avaliação, o banco estatal também injetou mais de R$ 5 bilhões no Master por meio de outras operações, incluindo aquisição de cotas de fundos de investimento, conforme informações do Banco Central repassadas ao Ministério Público.

Vorcaro conversou com Ibaneis Rocha sobre o Banco Master

Em depoimento prestado no final de dezembro, Daniel Vorcaro admitiu que conversou com o governador do Distrito Federal para discutir a venda do Banco Master ao BRB.

“Conversei em algumas poucas oportunidades, sim. (…) Já foi à minha casa, se eu não me engano uma vez. E eu já fui à casa dele. A gente se encontrou poucas vezes. Conversas institucionais, todas na presença também da… [interrompe]”, disse Vorcaro à delegada.

Questionado sobre a relação com outros políticos, Vorcaro afirmou que tem “amigos de todos os Poderes” e que não conseguiria “nominar individualmente quem frequentava a minha casa”.

“Também não vejo qual relação com o caso”, disse. (O Antagonista)

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