O ex-ministro Antonio Palocci disse em delação premiada que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia antecipadamente que seria conduzido coercitivamente (isto é, levado à força para depor), em março de 2016. O depoimento do ex-ministro foi tomado em abril do ano passado pela Polícia Federal de Curitiba, mas somente nesta quinta-feira seu conteúdo foi revelado.

Conforme o depoimento, Paulo Okamoto e Clara Ant, presidente e assessora do Instituto Lula, ficaram sabendo que ocorreria uma operação contra o ex-presidente, mas sem saber se seria cumprida prisão ou condução coercitiva.

Segundo Palocci, Okamoto informou que teria “feito uma limpa” na casa dele em Atiabaia (SP), assim como Clara.

O ex-ministro afirmou também que eles lamentaram o fato de que Lula não tenha feito o mesmo e que por isso foram encontrados documentos comprometedores na casa do ex-presidente e no sítio em Atibaia.

Veja a íntegra do depoimento de Palocci: