Ong vai recorrer contra decisão do TJ que desbloqueou bens de deputados gastadores

A ong Vigilantes da Gestão Pública anunciou que entrará com recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça que desbloqueou bens e valores de deputados acusados de fazer gastos exagerados com refeições com dinheiro ressarcido pela Assembleia Legislativa. A decisão do presidente em exercício do TJ, desembargador Wellington Coimbra, saiu na última sexta-feira (2), aceitando os argumentos do presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano, segundo os quais as despesas do tipo estão autorizadas pelo regimento da Casa.
Sete deputados foram imediatamente beneficiados pela medida do Tribunal de Justiça, mas outros quatro também denunciados pela Vigilantes da Gestão deverão ser também enquadrados. Por enquanto, os sete são estes:
  • Ricardo Arruda (PSL) – R$ 40.300,00
  • Francisco Buhrer (PSD) – R$ 82.000,00
  • Professor Lemos (PT) – R$ 12.000,00
  • Marcio Nunes (PSD) – R$ 51.000,00
  • Anibelli Netto (MDB) – R$ 176.000,00
  • Plauto Miró Guimarães (DEM) – R$ 164.000,00
  • Felipe Francischini (PSL) – 103.000,00

Um dos parlamentares, Felipe Francischini (eleito deputado federal em 2018) reconheceu ter cometido irregularidade nas despesas que fez em bares e restaurantes de Curitiba – sede da Assembleia e de sua residência – e se propôs a fazer devoluções mensais no valor de 20% de seus proventos até alcançar a cifra total.

Pelo antigo regimento da Assembleia, despesas com refeições só seriam ressarcidas se o parlamentar estivesse em viagem e em cumprimento de atribuições de seu mandato.

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