O PSL, o partido nanico que em 2018 mais aglutinou a “onda” de mudança à direita após os 14 anos de governos petistas, saiu do nada e elegeu o presidente da República, conquistou um governo de estado, fez a segunda maior bancada no Congresso e chegou às assembleias legislativas com recordistas em votação, agora está de olho na disputa de 2020 para prefeituras municipais.
Curitiba é uma das prefeituras mais cobiçadas pelo PSL, onde já conta com candidato “natural”, o deputado Fernando Francischini.
O partido já traçou uma estratégia para conquistas capitais e grandes cidades: pretende lançar deputados que obtiveram boas votações na disputa para a Câmara Federal e assembleias legislativas. Em São Paulo, por exemplo, já está praticamente escalada para a tarefa a deputada Joice Hasselman, que chegou à Câmara Federal a bordo de 1 milhão de votos e, apesar de novata, se habilitou para ocupar a liderança do governo Bolsonaro.
No Paraná, os 400 mil votos de Fernando Francischini fizeram dele o recordista entre os eleitos para a Assembleia Legislativa. Está conseguindo unir a fome com a vontade de comer: independentemente da estratégia partidária agora traçada, já há tempos ensaiava o projeto de concorrer à prefeitura de Curitiba. Une os dois predicados.
A possível consolidação do seu nome para disputar a prefeitura de Curitiba não passa, porém, apenas pelo PSL. Depende ainda do arranjo político que deverá ser comandado pelo governador Ratinho Jr., atualmente dividido entre três aliados – o prefeito Rafael Greca, que busca a reeleição; o secretário da Justiça, deputado Ney Leprevost, que teve desempenho surpreendente como adversário de Greca em 2016; e o próprio deputado Fernando Francischini.
