O que a Segurança fazia na casa misteriosa?A misteriosa residência situada num condomínio de luxo numa ruela do bairro Portão, alugada em 2015 pela secretaria da Segurança Pública, só foi descoberta após a mudança de secretário, em fevereiro passado, quando o delegado Wagner Mesquita teve de ceder o lugar para o novo titular nomeado por Richa (e mantido por Cida), delegado Júlio Reis.

Ninguém dentro da pasta sabia da existência da casa, nem mesmo as equipes de segurança, motoristas e agentes do Departamento de Inteligência. Só passavam pela guarita do condomínio carros particulares. Investiga-se o que faziam lá os visitantes.

O esqueleto foi achado no armário. Para que o aluguel de R$ 5.140,00 mensais? Num condomínio fechado de padrão elevado? Uma casa residencial? Quantos servidores trabalhavam lá, nos 300 m2? Se era, como se alegou, uma sede para centralizar serviços estatísticos, quantos computadores e outros equipamentos havia lá? Para ser um local de estatística deveria haver cabeamento oficial da Celepar. Havia pontos de rede? Quem pagava luz e água? Quem pagava condomínio?

Todos estes mistérios estão sendo investigados pelo Gaeco e pelo Tribunal de Contas. Não há confirmação, ainda, de que o Ministério Público tenha se interessado pelo assunto.