O pedágio inteligente

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Por Walter Schmidt – Em Portugal é assim: o pedágio é pago conforme a distância percorrida numa auto estrada. De Lisboa a Coimbra paga-se pelos 200 quilômetros percorridos; de Lisboa ao Porto,pelos 300; do Porto a Braga, pelos 50 quilômetros andados. Em algumas regiões da Itália, esse critério também é adotado. É justo e honesto esse tipo de cobrança.

Aqui no Brasil, um projeto de lei, de n°156/21, que tramita na Câmara dos Deputados, determina que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá definir mecanismos e critérios para que os usuários de rodovias federais pedagiadas paguem apenas pelo trecho efetivamente percorrido. A proposta é do deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ).

Neste momento em que todo o Paraná está mobilizado em torno das novas concessões de rodovias, o modelo do pagamento pela distância percorrida deveria ser considerado. É um sistema que facilita a vida do motorista. Claro, é preciso fazer mudanças, a começar pelo bloqueio das laterais das estradas para evitar as fraudes e saídas sem pagar..

Tal modelo  chama-se  Sistema de Rodovia de Pedágio Aberto (RPA) e pelo qual as praças de pedágio são desmaterializadas. Melhor dizendo: não há necessidade da utilização de barreira física. O sistema opera por meio de pórticos, instalados na rodovia, com identificação automática e eletrônica dos veículos. É uma tecnologia mais eficiente e que evita a formação de filas, principalmente em épocas de grande movimento.

Há também um modelo mais clássico: retira-se um ticket na entrada da rodovia e só se faz o pagamento na saída. É usado em Portugal, por exemplo. Há apenas uma grande praça de pedágio na saída de Lisboa e outra na chegada ao Porto. Nas cidades que ficam no meio das duas, as praças de cobrança são pequenas e automatizadas. Tudo muito fácil e ágil.

A sugestão está dada.

(Transcrito do Diário Indústrias & Comércio, de Curitiba, de 24.2.2021)

3 comentários em “O pedágio inteligente”

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