O foco de Moro e a Lava Jato

(por Ruth Bolognese) – Com a família do presidente eleito Jair Bolsonaro atingida por depósitos bancários estranhíssimos na conta de um ex-motorista de confiança e, na contramão, um Brasil com urgência de realizar reformas estruturais, a Operação Lava Jato começa a dar os primeiros passos na corda bamba.

Governo combalido por denúncias não realiza reforma nenhuma pela simples razão que parlamentares sentem o cheiro de sangue a centenas de quilômetros e têm o instinto básico de exigir o faz-me rir para aprovar até elogio à própria mãe, que dirá a reforma Tributária, por exemplo.

Neste cenário, a opção do ex-super juiz e atual quase super ministro, Sérgio Moro, pode focar o combate ao crime organizado como meta de trabalho, onde tem um vasto terreno para explorar, mostrar trabalho e garantir o apoio integral da população.

O que significa dar uma trégua para o governo atingido pelas explicações “plausíveis” e os parlamentares e suas empreiteiras do coração.

Começa a se desenhar uma Lava Jato mais enfraquecida e menos rigorosa.

6 COMENTÁRIOS

  1. Bastou começar a chegar perto do psdb e dos cabeções e vem este papo.

    Tudo bem que a lava Jato era so pra tirar o PT do caminho, prender o lider das pesquisas e arrumar emprego junto do governo que acabaram por colocar no poder, mas podiam ao menos disfarçar.

    O principal crime organizado começa pelo #zapgate e vai seguir em frente, sempre com a benção do judiciário parceiro, que por sinal, ja começou a se mexer pra cobrar mais uma conta do novo governo que afinal, também ajudaram a eleger.

    O governo do collor foi ate o irmão entregar as maracutais . O terrorista ja começou mostrando bem ao que esta vindo. E moro muito em breve , sera chamado a dar seu aval ao caos que provavelmente virá. E ele não vai poder dizer que não tem nada com isso como provavelmente fará.

  2. Que eu saiba não é a família mas apenas um acessor de um dos filhos e um cheque nominal o qual o presidente incluso disse que se o coaf for a fundo não são 27 mil mas 40 mil. O defeito de se por toda uma família em causa por cause de alguém externo a ela fica complicado não acha?

  3. Peculato e associação criminosa, esta foi a acusação feita pelo MPF nesse mês, ao Senador Agripino Maia, que tinha um fantasminha de estimação. Quero ver se o MP Carioca vai ter o saco roxo para levar adiante essa investigação, que aparenta ser muito mais nojenta. Então o filho ordena que o assessor faça um agrado de 24$ para a mamãe ou o assessor resolve pagar uma dívida de 40$ com dinheiro público. Puxa, com fantasminha morando em Portugal?! Se aprovassem aquela lei que transformar corrupção em crime hediondo e também aprovassem a proposta de pena de morte para crimes hediondos do próprio filho do Bolsonaro, já teríamos candidatos para a inauguração da cadeira elétrica!

  4. Perfeito, amiga Ruth. Quero ver o desMOROlizado agir com o mesmo rigor “ético” em relação ao patrão e aos três filhos que, na prática, direcionam as decisões do pai. O velho Messias (falso Messias) é frágil psico/emocionalmente e pobre, paupérrimo nas áreas econômica, política, cultural, etc, etc, etc. O paraquedista expulso do Exército caiu de para-quedas no Planalto e não sabe que direção tomar. Isto sem contar o “laranjal” que tem em seu entorno que faz jogar (milagre) cheque de R$ 24 mil na conta da patroa. Segundo Mourão, emitir cheque nestes condições “é burrice ao cubo”.
    Claro que Jair será (já é) dominado pelos mais fortes núcleos do poder central: generais de pijama, Paulo Posto Ipiranga Guedes, políticos liderados pelo nada ético Onix, bancadas temáticas e, especialmente, pelos três rebentos eivados de ódio contra quem pensar diferente deles.
    Cazuza estava correto: “eu vejo o futuro repetir o passado”.

    abraço democrático de seu discípulo, luiz carlos rizzo (maringá/BC)

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