O Ministério Público do Paraná entrou com uma ação de improbidade administrativa contra o vereador de Curitiba, Éder Borges (PL), e a chefe de gabinete dele na Câmara Municipal, Victoria Lauren Maciel de Almeida. Na ação, a promotora Suzane Maria Carvalho do Prado, da 6ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, aponta que Victoria é enteada do vereador do PL evidenciando assim caso de nepotismo. E por isso, pede judicialmente o afastamento dela do cargo comissionado.
Foi apurado que Victoria Lauren Maciel de Almeida permanece como servidora no gabinete do parlamentar com um salário mensal de R$ 18.599,66.
A ação de improbi15dade foi proposta no dia 3 de dezembro e, quatro dias depois, o juiz Jailton Juan Carlos Tontini, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, determinou a citação dos réus para, querendo, apresente contestação num prazo de 30 dias. O magistrado ainda não se manifestou sobre o pedido de afastamento da servidora.
Se Éder Borges e Victoria Lauren Maciel de Almeida forem condenados, eles terão de pagar quase R$ 500 mil de multa — valor referente a 24 vezes o salário que ela recebe como servidora na Câmara de Curitiba.
A suspeita de nepotismo já foi enfrentada pelo Conselho de Ética da Câmara, mas o caso acabou sendo arquivado. O placar foi apertado: 4 votos a 3 pelo arquivamento, com votos de Rafaela Lupion (PSD), Toninho da Farmácia (PSD), Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (PMB) favoráveis ao vereador do PL. Na época, a defesa do parlamentar afirmou que “eram provas inexistentes, com argumentos muito frágeis, inspirados em fofocas” e que as queixas foram “armação da esquerda”. (Blog Politicamente)
