O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony morreu na noite desta sexta-feira (5) aos 91 anos. A morte foi confirmada pela assessoria da Academia Brasileira de Letras (ABL), que informou ainda que a causa foi falência múltipla dos órgãos. Cony estava internado no Hospital Samaritano, no Rio.
Vencedor de três prêmio Jabuti, Cony foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 2000, na sucessão de Herberto Sales. Ele foi o quinto ocupante da Cadeira nº 3. Cony conquistou o Jabuti com os títulos Quase Memória, em 1996, A Casa do Poeta Trágico, em 1997 e Romance sem Palavras, em 2000. Ele também conquistou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, quatro anos antes de se tornar um imortal.
Segundo a ABL, com o golpe militar de 1964, foi preso várias vezes e passou um período na Europa e em Cuba. Cony deixou esposa e três filhos.

Um amável rebelde, com a destra pena da galhofa e a tinta da ironia. Cony honrou a Casa de Machado de Assis.