A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, nesta terça-feira (11), a ampliação das restrições à propaganda no mobiliário urbano. A proposta é do vereador Tito Zeglin (PDT). O projeto foi aprovado com 30 votos favoráveis. A ideia é alterar a lei municipal 11.297/2004, que já veda a propaganda de cigarros e de bebidas alcoólicas no mobiliário urbano. Mais abrangente, a nova redação proibiria a divulgação de quaisquer produtos fumígenos, termo que inclui os dispositivos eletrônicos e o narguilé. Também passaria a contemplar restrição à publicidade de materiais que “induzam à pornografia ou exploração sexual de qualquer ordem”.
O autor destacou que trâmite do projeto pelas comissões permanentes e avaliou que a proposição externa a “preocupação da Casa quanto às propagandas no mobiliário urbano”. Segundo Tito Zeglin, o debate será aprofundado na votação em segundo turno, nesta quarta-feira (12).
Barão do Serro Azul – A proposta de Serginho do Posto (DEM) para incluir a Semana do Barão do Serro Azul no calendário oficial do Município teve 26 votos favoráveis. As atividades contemplariam a semana do dia 6 de agosto, data de nascimento de Ildefonso Pereira Correia, fundador da Associação Comercial do Paraná (ACP) e ex-presidente da Câmara de Curitiba. Ele recebeu o título de barão em 1888, da princesa Isabel.
Em 2008, o Barão do Serro Azul teve o nome incluído no Livro dos Heróis da Pátria, que fica no Panteão da Liberdade e da Democracia, na praça dos Três Poderes, em Brasília. No livro há menções a figuras históricas como Tiradentes, Deodoro da Fonseca, Zumbi dos Palmares, D. Pedro 1º e Tancredo Neves. Ele morreu em 1894, fuzilado na estrada de ferro Paranaguá-Curitiba. O autor destacou que o Barão do Serro Azul é “um nomes mais importantes da história do Paraná”. “Empresário, abolicionista e homem público, ele é considerado um dos maiores produtores e exportadores de erva-mate do mundo em sua época”, afirmou. Serginho também lembrou que o homenageado fundou o Clube Curitibano e a Impressora Paranaense; ajudou na construção da Catedral de Curitiba; foi deputado provincial; e recebeu de Dom Pedro II a comenda da Ordem Imperial da Rosa.
“Sua morte é polêmica, pois resguardou a cidade de Curitiba de saques e violência mediante um empréstimo de guerra aos maragatos, exército que se opunha aos republicanos. Por isso, durante mais de 40 anos foi considerado traidor e teve boa parte do legado destruído, quando seu nome era proibido de ser mencionado”, lembrou. “Queremos valorizar a cultura social desta cidade, reverenciando um de seus maiores empreendedores. E criar este símbolo de um novo tempo de prosperidade, porque ele esteve muito à frente de seu tempo.”
Julieta Reis (DEM), Maria Manfron (PP) e Professor Euler (PSD) destacaram a trajetória do Barão do Serro Azul. A primeira vereadora citou a comenda entregue anualmente pela ACP que leva seu nome. “Ele foi um líder empresarial muito importante na época”, declarou.
