LDO mantém orçamento dos Poderes, mas Ratinho fala que negociou

O governo sabia que não poderia cortar de uma hora para outra os repasses integrais ao Judiciário, Assembleia, Ministério Público e Tribunal de Contas – mas mesmo assim mandou para o Legislativo o anteprojeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) retirando cerca de R$ 570 milhões correspondentes ao Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Houve reações e o governo voltou atrás: os demais Poderes garantiram a manutenção dos porcentuais, incluindo a parcela do FPE, conforme foi fixado na versão final da LDO aprovada na quarta-feira pela Assembleia.

Em entrevista, o governador Ratinho Jr. admitiu o recuo e confessou que a proposta inicial de corte nos orçamentos dos outros Poderes foi uma ‘provocação’: “nós conseguimos provocar uma composição e conseguimos avançar”, afirmou.

O avanço a que se refere é que, na negociação, o Executivo se desobrigou de alguns custos que arcava em favor do Judiciário, Assembleia e Ministério Público, num montante de cerca de R$ 200 milhões.

O governador reconheceu que “o Executivo não pode, de uma hora para outra, prejudicar os demais Poderes, que têm fórum construindo e suas outras programações. Mas acho que foi um ganho. Conseguimos chegar em 70% da nossa meta” , avaliou.

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