O pedido de inclusão em pauta foi feito pelo desembargador Domingos Thadeu Ribeiro da Fonseca, que é o relator do caso. Os desembargadores vão votar pelo recebimento ou não da denúncia criminal. Os magistrados vão analisar se há provas consistentes contra os denunciados. O caso tramita no Órgão Especial do TJ porque Arruda detém prerrogativa de foro.
Dinheiro
A denúncia proposta pelo MPPR narra um esquema criminoso em que o deputado, com ajuda de assessores que também foram denunciados, oferecia, através do gabinete parlamentar, serviços ilícitos em troca de altas quantias em dinheiro. O MPPR descreve com detalhes cinco casos de suposto tráfico de influência envolvendo Ricardo Arruda e seus assessores — que teriam ocorrido entre outubro de 2016 e meados de 2017.
Os valores cobrados para “influir junto ao Governo do Estado”, ainda segundo os promotores, variou de R$ 80 mil a R$ 110 mil — recursos recebidos, muitas vezes, nas dependências da Assembleia Legislativa do Paraná.
Perseguição
O deputado Ricardo Arruda nega qualquer crime e diz que é perseguido pelo Ministério Público do Paraná. Sobre os casos envolvendo policiais militares, o deputado estadual afirma que, se houve crime, eles teriam sido praticados por ex-funcionários do gabinete.
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende Arruda, disse que confia na justiça paranaense e acredita “que o Poder Judiciário analisará a acusação com imparcialidade e compromisso com a justiça e a correta aplicação da lei”. (Do Blog Politicamente).
