O juiz da 13.ª Vara Criminal de Curitiba, Fernando Bardelli Fischer, se negou a declarar-se suspeito para continuar à frente da ação penal referente à Operação Rádio Patrulha que tem entre seus réus o ex-governador Beto Richa. A defesa de Beto, em petição protocolada no último dia 16, havia pedido o afastamento do magistrado sob a alegação de que ele não vinha tomando providências para conter sucessivos vazamentos de informações para a imprensa e que algumas de suas decisões continham marcante viés político.
Fischer repudiou as afirmações da exceção de suspeição proposta pelo advogado Walter Bittar. Em resposta, afirmou que “Há séculos superamos a ideia inquisitiva de processos secretos. Tal publicidade dos atos processuais é salutar para todos os jurisdicionados, que assim podem realizar o controle dos atos do Poder Judiciário. Ademais, a publicidade ganha especial importância no Direito Penal e no Direito Processual Penal, tendo em vista o interesse público envolvido e a função comunicativa das decisões criminais.”
O sigilo que havia imposto anteriormente, segundo o juiz, “não era e nunca foi para proteger os interesses pessoais do réu Carlos Alberto Richa. O réu Carlos Alberto Richa não ostenta nenhuma qualidade que lhe garanta um direito ou um privilégio que não é conferido aos milhões de investigados neste país. Não há nenhuma norma dispondo que processos que envolvam ex-Governadores de Estado ou candidatos ao Senado Federal devem ser sigilosos. A regra, repito, é a publicidade do processo penal e, ainda que a sua defesa entenda diferente, devese atribuir ao réu CARLOS ALBERTO RICHA o mesmo tratamento conferido aos demais jurisdicionados.”
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O tico-tico está com vergonha das suas trampolinagens … eita! Alguém ainda não conhece o pedigree do pior governador de todos postemo-nos no Paraná ? Ora…