(por Ruth Bolognese) – Quem apresentou um dos maiores empresários de Minas Gerais, José Alencar, ao então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva foi o também mineiro, Zé Dirceu.
O PT procurava um vice para firmar a imagem do Lulinha Paz e Amor, com três qualidades fundamentais: ser rico, democrata e respeitado pelos donos do capital nacional. José Alencar tinha tudo isso e, ao ser apresentado a Lula, os dois viraram amigos de infância. Em várias entrevistas, Zé Dirceu contou essa história.
José Alencar foi um vice incomum. Tinha personalidade e tanta cumplicidade com Lula que ousava criticar os juros altos e decisões governamentais sem que isso os afastasse. Enfrentou o câncer publicamente, definhou diante do País e morreu como um grande brasileiro.
Diante disso tudo, como é que se acreditou que seu filho e herdeiro, Josué Alencar, que cuidou das empresas da família enquanto o pai era vice de Lula, iria ser vice do tucano Geraldo Alckmin na chapa presidencial?
Recuou na hora certa. E, em nome da história do pai, nem deveria ter cogitado o convite.
