Intervenção branca derrubou Parente

O estopim para o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras foi a percepção de que a política de preços da estatal já está sofrendo uma “intervenção branca” da administração de Michel Temer, revela a Folha de S.Paulo.

O executivo —que acabou concordando com a redução temporária do preço de óleo diesel para apaziguar os caminhoneiros em greve —percebeu que também teria de aceitar a política de subvenção do governo para gasolina e para o gás de cozinha.

Os efeitos sobre o caixa da Petrobras tendem a ser nocivos. O cenário é que a estatal volte a operar no vermelho. Diante dessa perspectiva, Parente, que foi o responsável por recuperar a Petrobras após o escândalo da Lava Jato e a interferência política do governo Dilma sobre as operações da estatal, preferiu sair.

Segundo pessoas que acompanham o assunto de perto, a “intervenção branca” na política de preços da Petrobras seria feita por um artifício técnico na fórmula de cálculo da subvenção a ser paga pelo governo à estatal pela redução do preço do óleo diesel.

Até momento, desde a queda de Parente, as ações da Petrobrás caíram 16% no pregão desta sexta-feira na Bovespa.

1 COMENTÁRIO

  1. O que precisa ser investigado agora é: A QUEM o Pedro Parente passou a informação privilegiada de que iria anunciar a renúncia durante o pregão da bolsa na sexta feira? Sim, porque aí deu tempo do pessoal vender antecipadamente, para recomprar depois da baixa. Jogo sujo (mais um) desse personagem pra lá de suspeito. E quero ver ele tentar aplicar lá na BRF (Sadia, Perdigão, etc) a mesma política de preços que usou na Petrobras. “Reajustes diários conforme a variação cambial e preços do mercado internacional…” Pois sim! Vai pra rua em um mês esse executivo de bosta!

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