A grande pergunta que costumeiramente se faz é: quem herdará os votos do senador Roberto Requião se ele não for candidato a governador?
A pesquisa Ibope/CBN Cascavel dá uma resposta interessante e que demonstra que o voto em Requião não é necessariamente ideológico, representativo de uma corrente política de contornos muito bem definidos como se poderia imaginar.
Os gráficos comparativos mostram que, quando retirado o nome de Requião, os demais candidatos apresentam crescimentos proporcionalmente idênticos. Dos 18 pontos atribuídos a Requião no primeiro gráfico, eles aparecem no segundo gráfico assim divididos: 5 vão para Ratinho Jr. (que salta de 25% para 30%); 5 para Osmar Dias (sobe de 20% para 25%); 3 para Cida Borghetti (de 7% para 10%); e 1 para Dr. Rosinha (de 1% para 2%). A diferença vai para outros candidatos nanicos, brancos e nulos.
As distâncias entre os três primeiros colocados mantêm-se proporcionais com e sem Requião na disputa. Ou seja, a presença ou ausência do senador pode não ter a influência que se imaginava para definir o resultado final.
É o que dizem os números frios desta pesquisa feita quase três meses antes do início efetivo da campanha. Campanha com propaganda aberta na televisão e redes sociais pode estabelecer, no entanto, realidades muito diferentes.
Ninguém pode negar o poder corrosivo dos discursos de Requião quando voltados para o inimigo que escolher, assim como todos sabem que a rejeição que lhe pesa nas costas (37%) pode tirar votos de quem ele apoiar.
O difícil é saber a medida: até que ponto a rejeição tira voto de um aliado? Ou até que ponto ele pode transferir para o aliado parcela mais significativa dos seus 18% de simpatizantes?
Estas são as dúvidas mais cruciais com que lida Osmar Dias, que acorda todos toda manhã com apelos de Requião para firmarem aliança. Requião sabe que se reelegerá senador com mais facilidade, mas Osmar ainda sofre com o trauma de 2010, quando dobrou com Requião. Requião foi eleito senador, Osmar ficou com a rejeição.

Eu não morro de amores pelo Requião, mas conforme o adversário que se apresentava, já votei nele, sim. Votei nele contra o Richa, por exemplo. Alguém aí pra me dizer que votei errado? E farei de novo, se os adversários não arranjarem nada melhor pra competir. Ou menos pior, como queiram. Mas para o senado ele tem meu voto desde já. Coisa que eu gosto é ver os discursos dele enchendo o saco dos demais senadores que não estão do mesmo lado. E tenham certeza, muitos pensam como eu.
É impressionante como ainda há gente que acredita neste fanfarrão, bufão… Requião. Uma praga que vem destruindo, destruindo não, porque o Paraná é forte, mas atrasando o estado há mais de trinta anos. Os grotões e alguns fanáticos de cidades maiores vêm alimentando este porqueirão, fazendo uso da democracia para eleger um tipo como esse Requião. Um político sem visão estratégica, sem perfil de estadista. Um político assistencialista, na linha do PT, que acha que governar é fazer programa de leite para as criancinhas, tarifas sociais da Copel, Sanepar… Acha que governar é dar esmola aos mais necessitados. Governar é atrair investimentos, gerar empregos e temperar tudo isso com sensibilidade social. O que Requião quer é cooptar votos dos menos esclarecidos, dando em troca uma política assistencialista rasteira!
Osmar naonfoi eleito pq Richa mentiu bem e o eleitor gosta de mentiras e tapinhas nas costas, nada a ver com Requião. Quem gosta do Requião, gosta do Requião e tem mais a ver com o fato de ele amar o Paraná e ser um político que valoriza acertar em políticas públicas, ele apronta das dele, não é santo, mas ele valoriza o técnico, ele quer fazer história, Osmar também, sério, bem técnico. Eu não gosto de político falastrão, quanto mais técnico melhor, por isso Osmar não deve associar a Requião sua rejeição, ele nem foi rejeitado. Tem regiões onde uma boa mentira cola… e lá Richa foi bem, se tem trauma que tenha de políticos que mentem e usam a máquina pública, desses sim tem que manter distância… pq esses tem rejeição ampla e disparada.