Hezbollah passa pelo Paraná

Que o Primeiro Comando da Capital, o temido PCC, ampliou os negócios para além das prisões brasileiras já se tem notícia há pelo menos 10 anos. Que a facção criminosa cooptou integrantes das forças militares do Paraguai, também já foi revelado. O que não se sabia até agora era que os bandidos brasileiros trabalham numa espécie de parceria comercial com o Hezbollah, a organização paramilitar libanesa, com sede em Beirute, a mais de 10.000km do Brasil. A partir de relatórios inéditos e entrevistas com integrantes de forças de segurança nacionais e estrangeiras, a relação entre os dois grupos é estabelecida para além de simples suposições, expondo o tráfico de drogas e armas, o contrabando — de produtos eletrônicos, cigarros, roupas e combustível — e a sonegação de impostos. Tudo negociado e movimentado a partir das fronteiras, principalmente de Mato Grosso do Sul e Paraná.

Relatório da Fundação de Defesa da Democracia (organização não governamental dos EUA que atua no combate ao terrorismo – o PCC se aliou ao Hezbollah para elevar o poder financeiro. Segundo o relatório, o PPC compra drogas no Paraguai, Bolívia e Colômbia e repassa ao grupo que atua no Líbano.

Na Bolívia, um quilo de cocaína custa cerca de R$ 10 mil. Já no Brasil, a mesma quantidade chega a valer mais de R$ 20 mil, sendo que muitas vezes é misturada com outros produtos para render mais e pode resultar num lucro de R$ 180 mil. Os representantes do Hezbollah compram a droga pelo preço vendido em território brasileiro, o que propicia um ambiente financeiramente favorável para a expansão do PCC.

(As informações estão em reportagem do Correio Braziliense)

1 COMENTÁRIO

  1. O certo seria fazer acordo com o governo americano e transferir para onde de fato teriam isolamento: prisões segura, e o fator idioma. Considerar o tráfico como crime internacional.

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