A propósito das críticas e da polêmica que o projeto de reforma administrativa vem suscitando na Assembleia Legislativa, o governo estadual emitiu nota para esclarecer que não contratou consultoria da Fundação Dom Cabral e que alguns conceitos do trabalho da instituição ajudaram a orientar a formatação do projeto de reforma administrativa do Estado, com corte do número de secretarias e de cargos em comissão.

Nos primeiros dias da atual administração foi publicado decreto criando uma comissão, integrada por equipes do governo, para a construção da proposta que seria encaminhada a Assembleia Legislativa. Diz a nota que o texto do projeto de lei, portanto, não foi elaborado pela Fundação Dom Cabral.

“A proposta de redução da máquina pública é uma decisão consolidada, que vem sendo elaborada por técnicos do Estado, e que já apresenta resultados consistentes em diversas áreas”, informa o governo, acrescentando que a primeira etapa da reforma administrativa deve render uma economia de R$ 10,3 milhões ao Estado. A estimativa é reduzir os gastos públicos em cerca de R$ 30 milhões com a conclusão das três etapas previstas.

Em relação ao trabalho de consultoria da Fundação Dom Cabral, a nota finaliza: “cabe esclarecer que foi contratado por entidades privadas do Paraná, e oferecida sem custos para a equipe de transição da atual administração estadual, ainda em 2018.”