Deputado do Paraná xinga colega em discussão sobre maioridade penal

Nesta quarta-feira (10), a reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para votar a PEC da redução da maioridade penal, foi marcada por bate-boca e uso de palavra de baixo calão pelo deputado federal Sargento Fahur  (PL-PR).

O episódio ocorreu durante uma questão de ordem apresentada pela deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), uma das parlamentares contrárias à proposta. Enquanto ela questionava uma mudança no texto da proposta feita pelo relator, Fahur interrompeu a fala da deputada gritando: “Chega”.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reagiu à interrupção e cobrou respeito. “Respeita as mulheres”, disse Teixeira. Fahur respondeu com xingamento: “Ah, vai à merda. Não falei com você”.

Respeito

A fala provocou reação imediata de deputados presentes à reunião. A deputada Erika Kokay (PT-DF) interrompeu a manifestação do deputado Mendonça Filho  (PL-PE) para cobrar providências por parte da Mesa contra Fahur. “Eu sinto muito, deputado Mendonça Filho [pela interrupção da fala], mas um parlamentar não pode usar essas palavras contra outro parlamentar”, disse Erika.

Ela afirmou que o uso de palavra de baixo calão não poderia ser admitido no colegiado. “Ele [Fahur] se referiu a um parlamentar com palavra de baixo calão. Isso não pode ser permitido”, acrescentou.

Talíria também reclamou do ambiente da reunião e disse que a oposição, apesar da obstrução, vinha respeitando o andamento dos trabalhos. “Nós estamos em obstrução, mas estamos respeitando há quatro reuniões”, afirmou.

Paulo Teixeira voltou a criticar a postura de Fahur e disse que o deputado já vinha interrompendo a fala de Talíria. “Chamei a atenção do parlamentar, porque, enquanto a deputada Talíria falava, ele gritava: ‘chega, chega’. É desrespeito ao parlamentar. Tem de respeitar. E usou palavra de baixo calão”, disse.

O presidente da CCJ, Leur Lomanto Junior (União-BA), tentou conter a discussão e pediu que os deputados respeitassem o tempo de fala uns dos outros.

“Vamos respeitar. Cada parlamentar vai ter seu tempo de uso de palavra. A gente vai respeitar todo mundo. Todo mundo tem direito de divergir, mas vamos respeitar os parlamentares”, afirmou. (Do portal Congresso em Foco).

 

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