A recondução do deputado Missionário Ricardo Arruda (PSL) ao cargo de corregedor da Assembleia Legislativa era dada como certa até terça-feira (11). Apontado como candidato preferido do Palácio Iguaçu, Arruda contaria com as bênçãos do líder Hussein Bakri (PSD) para permanecer no posto por mais quatro anos.

Entretanto, o cenário começou a mudar repentinamente na manhã desta quarta-feira, data marcada para a eleição, com a entrada de três novos postulantes ao cargo. Artagão Júnior (PSB), Soldado Fruet (Pros) e delegado Jacovos (PR) colocaram seus nomes como alternativas à continuidade de Ricardo Arruda.

A indefinição do quadro ganhou força durante a tarde com a ineficaz articulação liderada por Arruda e obrigou o próprio PSL a solicitar o adiamento da eleição por três sessões jogando a escolha para a semana que vem, o requerimento foi apoiado em plenário pelo líder do Governo.

O corregedor tem entre suas atribuições a promoção da manutenção do decoro, da ordem e da disciplina no Legislativo e conta com uma estrutura de assessores nomeados na Casa. Por lei deveriam ser dois assessores, mas especula-se que a corregedoria abrigue ao menos sete cargos em comissão.