Governo dá mais um passo rumo à privatização da Ferroeste

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Com a criação de um grupo de trabalho para elaborar plano estadual ferroviário, a fim de propor diretrizes de desestatização do setor, o governo do Paraná dá continuidade ao processo de privatização da Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A (Ferroeste), que liga Guarapuava a Cascavel. O grupo foi criado por decreto assinado pelo governador Ratinho Junior e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última terça-feira (7).

A ferrovia, operada pelo governo do Estado, havia sido incluída no início de junho no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo federal, que ajudará a administração estadual a elaborar o projeto o leilão da ferrovia seja feito na Bolsa de Valores de São Paulo no fim do ano que vem.

De acordo com o decreto do governador, o grupo de trabalho será coordenado pelo servidor Luiz Henrique Fagundes, e terá em sua composição representantes da Casa Civil, e das secretarias da Fazenda, de Infraestrutura e Logíslica, do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, e do Planejamento e Projetos Estruturantes, além do gabinete do governador.

História – A Ferroeste, sociedade de economia mista que tem no Governo do Paraná seu maior acionista, foi criada em 15 de março de 1988. A empresa detém a concessão, conforme decreto federal, para construir e operar uma ferrovia entre Guarapuava e Dourados no Mato Grosso do Sul.
Concebida principalmente para transporte de grãos agrícolas e insumos para plantio, a Ferroeste, denominada no passado de “Ferrovia da Soja” e “Ferrovia da Produção”, teve sua construção iniciada em 15 de março de 1991. A obra foi construída pelo governo paranaense em parceria com o Exército Brasileiro e custou US$ 360 milhões, pagos integralmente com recursos do Estado. O primeiro trecho implantado foi o de Guarapuava a Cascavel, com 248,6 quilômetros.

Nesta primeira fase do projeto, o tráfego de trens teve início no primeiro semestre de 1996. Durante o governo Jaime Lerner, a Ferroeste foi privatizada, em leilão realizado em 10 de dezembro de 1996. O consórcio vencedor constituiu a Ferrovia Paraná S/A (Ferropar ) e iniciou suas atividades em 1º de março de 1997. Todavia, o consórcio operador do serviço deixou de fazer os investimentos previstos, não cumpriu as metas de transporte de cargas, nem pagou as parcelas estipuladas no contrato de concessão. Em 2003, o governador Roberto Requiãodeterminou à diretoria da Ferroeste a retomada do controle da ferrovia. A Ferroeste ingressou em juízo, culminando com a retomada da ferrovia pelo Estado em 18 de dezembro de 2006.

Pelos trens da Ferroeste são escoados, anualmente, mais de 1,5 milhão de toneladas, principalmente grãos (soja, milho e trigo), farelos e contêineres, com destino ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado. No sentido importação, a ferrovia transporta principalmente insumos agrícolas, adubo, fertilizante, cimento e combustíveis.

 

 

 

 

 

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