Os anunciados cortes na área da educação são o tema do primeiro grande protesto contra o governo Jair Bolsonaro  marcado para esta quarta-feira (15)  nas principais cidades de 26 estados e no Distrito Federal. Professores, estudantes e trabalhadores da educação devem ir às ruas em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica. Em Curitiba, as manifestações devem ser feitas na Praça Santos Andrade, região central da cidade.

Os protestos ocorrem depois de o Ministério da Educação ter anunciado um congelamento orçamentário que atinge recursos desde a educação infantil até a pós-graduação, com suspensão de bolsas de pesquisa oferecidas pela  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Nas universidades federais, o bloqueio anunciado foi de 30% dos recursos destinados a gastos discricionários (como água, luz e serviços de manutenção).

Por envolver diversos segmentos da educação, a paralisação é encarada como uma greve, mas não deve se estender para outros dias. Ela também serve como um balão de ensaio para uma greve nacional dos trabalhadores, convocada por centrais sindicais para o dia 14 de junho.

Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) ), a (Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) ) e a (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) convocaram estudantes de todo o país a participar da mobilização.