Funcionários públicos querem processar Guedes por “assédio institucional”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem sendo alvo de críticas de diversas entidades representativas de categorias do serviço público por compará-los  a “parasitas”. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal  (Fenajufe) afirmou em nota que vai avaliar “medidas jurídicas por assédio institucional”.

Está convocada para o dia 18 de março uma greve nacional do serviço público. A movimentação para o ato já existia antes da fala do ministro.

Na última sexta-feira (7), ao comentar a reformas administrativa proposta pelo governo federal, o economista criticou o reajuste anual dos servidores e afirmou que eles já têm privilégios, como  estabilidade no emprego e “aposentadoria generosa”.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, declarou durante palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EPGE), no Rio de Janeiro.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate),  uma das principais entidades representativas do serviço público também criticou a declaração do ministro.

“Em sua declaração, o ministro da Economia desrespeita de forma gratuita e desmedida os 12 milhões de servidores públicos brasileiros, que buscam dia após dia prestar serviços de qualidade à população. Demonstra, ademais, preconceito e desprezo ao funcionalismo, em todos os níveis da federação, deixando claro que seu intento é a destruição do Estado Social”, consta em trecho da nota assinada pelo presidente da Fonacate, Rudnei Marques, e pelo secretário-geral, Marcelino Rodrigues.

Outras representações de trabalhadores do funcionalismo público que se  manifestaram contra foram a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) , Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) e Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais ( (Anadef).

O Ministério da Economia afirmou em nota publicada na sexta-feira que a comparação feita pelo ministro Paulo Guedes entre servidores públicos e parasitas se tratava de uma situação específica, que foi retirada de contexto pela imprensa.

O ministério afirmou que Guedes ” lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa” e que o episódio desviou a atenção “do que é realmente importante no momento”, que seria a transformação do Estado para “prestar melhores serviços ao cidadão”.

A pasta diz também que o ministro reconheceu “a elevada qualidade do quadro de servidores”, antes de fazer a comparação, que era voltada especificamente para “estados e municípios que têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento”. (Congresso em Foco).

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Mestisso,
    Pelo visto você deixou de frequentar, não só as aulas de português, acorda pra vida meu caro, esse retardado abaixou apenas a taxa Selic, os juros do cartão de credito e do cheque especial continuam os mesmos! o Spread Bancário e o lucro dos bancos no Brasil continua o mesmo. O Guedes advoga em causa própria e sua cegueira desenfreada o faz fechar os olhos para o que está acontecendo porque não importa os males e atrasos que esse governo vem praticando, basta ser oposição ao que você acha ser o monstro do comunismo. Acorda pra vida.

  2. Blablablka

    O melhor processo é ajoelhar no milho , descer do salto alto e reconhecer que o Guedes e o ventrículo do chefe e votar maciçamente na Oposição. No caso do PR , no PT e isso em outubro deste ano. Não só em 2022.

  3. Guedes tem razão. O Brasil é um país de privilegiados. É uma vergonha. Tem que acabar com isso mesmo. Assim como acabou com a farra dos bancos lucrar horrores com base nos juros altos. É preciso reformar o Estado e deixar um país melhor para nossos netos.

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