Emenda tentará barrar “trem da alegria” nas estatais do Paraná

Cresce na Assembleia Legislativa um movimento para impor um teto aos super salários dos presidentes, superintendentes e diretores de empresas estatais e autarquias.

Relatos de que empresas públicas pagam valores superiores a R$ 50 mil por mês ao seu primeiro escalão, além das benesses asseguradas pelos cargos, como salários extras e bônus. A falta de transparência em relação a esses gastos é uma das razões que motivam os parlamentares a dar um fim ao que classificam como trem da alegria.

A estratégia articulada nos corredores da Assembleia passa pela inclusão de uma emenda à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) enviada pelo governo do estado para acabar com a aposentadoria dos ex-governadores. A PEC está em análise na CCJ.

Na avaliação de um dos parlamentares que encabeçam a iniciativa, a emenda aproveitaria a onda “moralizadora” proposta pelo Executivo e estabeleceria o mesmo teto salarial constitucional imposto ao funcionalismo (salário do ministro do STF) às empresas e autarquias estatais.

2019-03-15T08:24:26-03:00 15 março - 2019 - 07:03|Brasil, Paraná, Política|4 Comentários


4 Comentários

  1. Thiago 15 de março de 2019 em 09:20 - Responder

    Esses super salários existem há décadas. Fora o salário acumulado de conselheiro. É uma grande vergonha, com dinheiro do povo.
    So mudam os porcos, o cocho é o mesmo.

  2. Zangado 15 de março de 2019 em 10:34 - Responder

    Thiago com toda razão. Pagamento de remuneração para participação em conselhos é uma excrescência. Viola o teto remuneratório; teto vira piso para alguns privilegiados. Subterfúgio imoral para aumentar salário, geralmente de comissionados, inclusive.

  3. Estadista da Silva 16 de março de 2019 em 15:49 - Responder

    Thiago, mudam os cochos, os porcos são os mesmos. As vezes com os pirquinhos juntod

  4. jose 17 de março de 2019 em 08:29 - Responder

    Pessoal, o problema não são os altos salários pagos e o grau de parentesco, mas sim a competência para exercer as atividades. O Governo deveria ao nomear alguém para qualquer cargo, definir quais são suas atribuições e se elas tem haver com as atribuições do órgão. Para comprovar sua capacidade, teria que abrir um projeto indicando seu objetivo e suas atividades ao nomeado. A cada mês o nomeado deveria entregar o que fez durante o período que exerceu aquele cargo. Isto é uma coisa normal para qualquer empregado. Veja na Celepar, tem 40 nomeado e poucos tem um planejamento do que vão entregar no fim do mês.

    Pensem nisso.

    Temos que parar de brigar com indicações, mas sim, definir as competências. Nunca vi um qualquer ser indicado para exercer atividades médicas e atender em consultório, sem ser médico. Isto só acontece em atividades meios, onde todo mundo se diz competente para exerce-la.

    Pensem nisso.

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